The Toxic Atmosphere of Social Media Does Not Explain Everything
Antifeminism among young men cannot be understood by blaming online toxicity alone: concrete fears of social decline and thwarted masculine expectations are being redirected toward feminism and women rather than toward the systems that produce precarity.

Ambiente tóxico das redes não explica tudo. Há frustrações concretas como a sensação de vida deteriorada em relação à geração de seus país. O gênero vira bode expiatório do mal-estar – e não quem os precariza. Caso sul-coreano ilustra essa nova realidade
The toxic atmosphere of social media does not explain everything. There are concrete frustrations, such as the sense that life has deteriorated in comparison with their parents’ generation. Gender becomes the scapegoat for malaise, rather than those who make their lives precarious. The South Korean case illustrates this new reality.
Publicado 12/06/2026 às 18:05 - Atualizado 12/06/2026 às 18:48
Published June 12, 2026, at 6:05 p.m. - Updated June 12, 2026, at 6:48 p.m.
By Nuria Alabao, in CTXT | Translation: Roney RodriguesPor Nuria Alabao, no CTXT | Tradução: Rôney Rodrigues
In 2021, being a feminist was the closest thing to a generational consensus Spain had known in decades. Half of young people identified with feminism, a figure far higher than in the previous decade. Only four years later, that support has fallen considerably, to 38.4 percent, and not only among young men, although it is among them that the steepest decline appears.
Em 2021, ser feminista era a coisa mais próxima de um consenso geracional que a Espanha havia conhecido em décadas. Metade dos jovens se identificava com o feminismo, um número muito superior ao da década anterior. Apenas quatro anos depois, esse apoio diminuiu consideravelmente – para 38,4% –, e não apenas entre os rapazes, embora seja neles que encontramos a maior queda.
Antifeminism is a position politically constructed in the heat of the global rightward turn. But we could also include other factors: when the most livable feminism is identified with the government, with the education system, with political correctness, it becomes, for some young people, the voice of authority. And every authority generates its rebellion. These young men perceive a blaming of themselves: they are held responsible for machismo before they have even lived their lives. In antifeminist spaces they find a kind of relief that mixes provocation with countercultural amusement. It is also important not to overstate the phenomenon: openly antifeminist positions remain a minority among young people, but the social alarm they produce amplifies their echo.
O antifeminismo é uma posição construída politicamente no calor da direitização global. Mas também poderíamos incluir outros fatores: quando o feminismo mais vivível se identifica com o governo, com o sistema educacional, com o politicamente correto, para uma parte dos jovens ele se torna a voz da autoridade. E toda autoridade gera sua rebeldia. Esses rapazes percebem uma culpabilização – responsabilizam-nos pelo machismo antes mesmo de terem vivido suas vidas – e encontram nos espaços antifeministas um alívio que mistura provocação e diversão contracultural. Também é importante não superdimensionar o fenômeno: as posições abertamente antifeministas continuam sendo minoritárias entre os jovens, mas o alarme social que produzem amplifica seu eco.
When we speak of the causes of this rightward shift, we usually point to the manosphere, where such content spreads across the internet and social networks, and where certain negative affects, amplified by algorithms, also circulate. Yet we also need to ask a fundamental question: why does antifeminist content find fertile ground in a generation that grew up in a more egalitarian environment than those before it? What sort of exits does it offer from these young men’s frustrations?
Quando falamos das causas dessa direitização, costumamos apontar a machosfera, onde esses conteúdos se difundem na internet e nas redes sociais e onde também circulam determinados afetos negativos amplificados pelos algoritmos. No entanto, também é preciso fazer uma pergunta fundamental: por que o conteúdo antifeminista encontra um terreno fértil em uma geração que cresceu em um ambiente mais igualitário do que as anteriores? Que tipo de saídas ele oferece para as frustrações desses rapazes?
Between the Material and the CulturalEntre o material e o cultural
In Incels, Gymbros, Cryptobros and Other Antifeminist Species (CTXT, 2026), I tried to explain how material malaise and anxieties about the future can be converted into antifeminist reaction among new generations who already know they will live worse than their parents. This means less access to consumer goods or property, housing being much more expensive, proportionally lower wages, and so on. But living better is not only a matter of having better material conditions, important though that is. We women of Generation X, born between 1965 and 1980, know that once the cultural dimension is introduced, we have indeed lived better than our mothers in terms of life expectations and possibilities, access to study and work, and the freedom to live our sexuality, even if that advantage diminishes in later generations as social equality grows.
Em Incels, gymbros, criptobros e outras espécies antifeministas (CTXT, 2026), eu tentava explicar como os mal-estares materiais e as inquietudes sobre o futuro podem ser convertidos em reação antifeminista nas novas gerações que já sabem que viverão pior do que seus pais. Isso no sentido de menor acesso a bens de consumo ou propriedades – a habitação é muito mais cara –, salários proporcionalmente mais baixos, etc. Mas viver melhor não é apenas ter melhores condições materiais, embora isso seja importante. As mulheres da geração X – nascidas entre 1965 e 1980 – sabemos que, ao introduzir a dimensão cultural, de fato vivemos melhor do que nossas mães em termos de expectativas e possibilidades de vida, no acesso ao estudo e ao trabalho, na liberdade para viver nossa sexualidade, embora essa vantagem vá se reduzindo nas gerações posteriores à medida que a igualdade social cresce.
The debate over cultural and material causes, then, cannot always be separated, and it has many edges. One of them is the special capacity gender has to condense material malaise that ends up being coded, or diverted, in cultural terms. That is: feelings of loss, fear, or lack of social recognition often find expression, and sometimes distortion, in the language of gender. Processes of deindustrialization, for example, can give rise to patriarchal nostalgia, and this does not necessarily have to do with real losses of status so much as with self-perceived ones. Let us look at an example.
Portanto, o debate sobre causas culturais e materiais nem sempre pode ser separado e tem várias arestas. Uma delas é como o gênero tem uma capacidade especial de condensar mal-estares materiais que acabam sendo codificados – ou desviados – em termos culturais. Ou seja: as sensações de perda, de medo ou de falta de reconhecimento social frequentemente encontram expressão, e às vezes distorção, na linguagem do gênero. Por exemplo, os processos de desindustrialização podem dar origem a uma nostalgia patriarcal, e isso não tem necessariamente a ver com perdas de status reais, mas sim com as autopercebidas. Vejamos um exemplo.
South Korea as LaboratoryCoreia do Sul como laboratório
South Korea has the lowest birth rate in the world, 0.75 children per woman, and presents certain peculiarities in the relationship between men and women. There, historically, marriage has been a demonstration of men’s arrival into adult life and a marker of success: the man marries, forms a family, and supports it. Spain was once like this too, but today that demand no longer operates in the same way: no one expects young men to be the family breadwinners and women not to work. What has happened in South Korea is that these expectations have been dismantled very quickly, on both sides at once.
A Coreia do Sul tem a taxa de natalidade mais baixa do mundo – 0,75 filhos por mulher – e apresenta algumas peculiaridades na relação entre homens e mulheres. Lá, historicamente, o casamento tem sido uma demonstração da chegada à vida adulta dos varões e um marcador de sucesso no qual o homem se casa, constitui e mantém uma família. Na Espanha também foi assim, mas hoje essa demanda já não opera da mesma maneira: ninguém espera que os jovens sejam o sustento da família e que as mulheres não trabalhem. O que acontece na Coreia do Sul é que essas expectativas foram desmanteladas muito rapidamente por ambos os lados ao mesmo tempo.
On the economic side, labor precarity and the price of housing have meant that many young men cannot fulfill the provider role the traditional model demands of them. The South Korean marriage market continues to operate with rigid expectations and, unlike in Spain, the man is expected to contribute housing and economic stability. Without that, many are left out.
Pelo lado econômico, a precariedade laboral e o preço da habitação fizeram com que muitos homens jovens não consigam cumprir o papel de provedor que o modelo tradicional lhes exige. O mercado matrimonial sul-coreano continua funcionando com expectativas rígidas e, diferentemente do que acontece na Espanha, espera-se que o homem contribua com habitação e estabilidade econômica. Sem isso, muitos ficam de fora.
On the other hand, women have evolved very rapidly and, in fact, a growing share have decided that they do not want to marry or have children under these conditions. According to a 2022 survey, 65 percent of young South Korean women do not want offspring, compared with 48 percent of men. And more than 62 percent of young single women said they were satisfied with their romantic situation, compared with 38 percent of single men. The movement known as 4B, no marriage, no children, no dating, no sex, is the most radical expression of this refusal. We have seen similar debates on social media here, what we call heteropessimism, but their reach is nowhere near that of the South Korean case.
Por outro lado, as mulheres evoluíram de maneira muito rápida e, de fato, uma parte crescente decidiu que não quer se casar nem ter filhos nessas condições. Segundo uma pesquisa de 2022, 65% das mulheres jovens sul-coreanas não querem ter descendência, contra 48% dos homens. E mais de 62% das mulheres jovens solteiras se declaravam satisfeitas com sua situação sentimental, contra 38% dos homens solteiros. O movimento chamado 4B – sem casamento, sem filhos, sem encontros, sem sexo – é a expressão mais radical dessa rejeição. Aqui pudemos ver debates semelhantes nas redes – chamamos de heteropessimismo –, mas seu alcance não é nem de longe parecido com o do caso sul-coreano.
The result is an uncoupling. Young men perceive marriage as becoming unattainable for them and, instead of trying to modify their own expectations about the masculinity that oppresses them, or directing their frustration against an economic system that prevents them from fulfilling the role assigned to them, they project it against feminism and against the women who no longer accept that pact.
O resultado é um desacoplamento. Os homens jovens percebem que o casamento se torna inalcançável para eles e, em vez de tentar modificar suas próprias expectativas sobre a masculinidade que os oprime, ou direcionar sua frustração contra um sistema econômico que os impede de cumprir o papel que lhes foi atribuído, projetam-na contra o feminismo e contra as mulheres que já não aceitam esse pacto.
This has very direct political consequences. In South Korea’s 2022 presidential election, 63 percent of idaenam, men in their twenties, voted for the antifeminist conservative Yoon Suk-yeol, the highest level of support of any age group, compared with 26 percent of women of the same age. According to a Gallup Korea survey, 56.1 percent of young South Korean men actively participate in male online spaces. As is now customary, the authors of the survey correlate participation in the manosphere with an increase in hostile and modern sexism, as well as with lower support for virtually every policy intended to promote gender equality. In this case, however, they warn that these associations are not necessarily causal; that is, they cannot determine whether these spaces radicalize men or whether already radicalized men seek them out.
Isso tem consequências políticas muito diretas. Nas eleições presidenciais sul-coreanas de 2022, 63% dos idenam – homens na faixa dos vinte anos – votaram no conservador antifeminista Yoon Suk-yeol – a maior adesão de qualquer faixa etária – contra 26% das mulheres da mesma idade. Segundo uma pesquisa da Gallup Korea, 56,1% dos homens jovens sul-coreanos participam ativamente em espaços online masculinos. Como já é habitual, os autores da pesquisa correlacionam a participação na machosfera com um aumento do sexismo hostil e moderno, bem como com menor apoio a praticamente todas as políticas destinadas a promover a igualdade de gênero. No entanto, neste caso, alertam que essas associações não são necessariamente causais, ou seja, não podem determinar se esses espaços radicalizam ou se os homens já radicalizados os procuram.
Antifeminism and PrecarityAntifeminismo e precariedade
A study in South Korea by the sociologist Joeun Kim sought to answer the question of whether the ideology of male victimhood, the belief that men are now the principal targets of discrimination, can be explained by economic precarity. What she found is that unemployed men, men with low incomes, or men without higher education were no more inclined toward victimhood than other men in a good economic position. She found that the correlation between antifeminist ideas and social position was more closely related to the perception of socioeconomic decline in relation to one’s parents’ generation, and especially sharply among middle- and upper-class men. In other words, in this case it was not necessarily the most marginalized who embraced antifeminist discourse, but rather those who felt they were moving down in class or that their position was under threat.
Uma pesquisa na Coreia do Sul da socióloga Joeun Kim tentou responder à pergunta de se a ideologia do vitimismo masculino – a crença de que os homens são hoje os principais discriminados – se explica pela precariedade econômica. O que ela descobriu é que os homens desempregados, com baixa renda ou sem ensino superior não eram mais propensos ao vitimismo do que os demais homens com boa situação econômica. Ela constatou que a correlação entre ideias antifeministas e posição social estava mais relacionada à percepção de declínio socioeconômico em relação à geração de seus pais, e de forma especialmente acentuada entre homens de classe média e alta. Ou seja, neste caso, não eram os mais marginalizados que necessariamente abraçavam o discurso antifeminista, mas sim aqueles que sentiam que estavam descendo de classe ou que sua posição estava ameaçada.
In a second experimental study, Kim showed that exposure to scenarios of status threat, the decline of marriage and work opportunities, did not increase hostile sexism among all men, but did increase it significantly among men who were already experiencing downward mobility. And the most revealing finding is that the mechanism is specifically gendered: it increases hostility toward women, but not toward society in general. Frustration was not directed against the economic system that produces precarity, or against their own gender oppression, which generates unattainable expectations, but against feminism, which becomes the scapegoat for a social descent whose causes are structural.
Em um segundo estudo experimental, Kim demonstrou que a exposição a cenários de ameaça ao status – o declínio das oportunidades matrimoniais e laborais – não aumentava o sexismo hostil em todos os homens, mas o aumentava significativamente entre homens que já experimentavam mobilidade descendente. E a descoberta mais reveladora é que o mecanismo é especificamente generificado, ou seja, aumenta a hostilidade em relação às mulheres, mas não em relação à sociedade em geral. A frustração não se dirigia contra o sistema econômico que produz a precariedade ou contra sua própria opressão de gênero, que gera expectativas inalcançáveis, mas sim contra o feminismo, que se torna bode expiatório de uma descida social cujas causas são estruturais.
For her part, the researcher Soohyun Christine Lee attributes the weight of this issue to the fact that, in an ethnically homogeneous country without immigrants who can function as scapegoats, women have become the main substitute object of economic frustrations: “Economic insecurity, combined with traditional familism and marriage norms, has generated a toxic anxiety among young men, since leading a ‘normal life’ of marriage and family is beyond their reach.” Misogyny thus becomes the safety valve for their malaise and for the crisis of masculinity, in which masculinity itself is also inseparable from economic determinants.
Por sua vez, a pesquisadora Soohyun Christine Lee atribui o peso dessa questão ao fato de que, em um país etnicamente homogêneo, sem imigrantes que possam funcionar como bodes expiatórios, as mulheres se tornaram o principal objeto substitutivo das frustrações econômicas: “A insegurança econômica, aliada ao familismo tradicional e às normas matrimoniais, gerou uma ansiedade tóxica entre os homens jovens, já que levar uma ‘vida normal’ de casamento e família está fora de seu alcance”. A misoginia se torna assim a válvula de escape do seu mal-estar e da crise de masculinidade, na qual esta também é inseparável dos determinantes econômicos.
Finally, it is worth reflecting here on the generational question. In South Korea, it is especially pronounced, since men in their twenties express positions more hostile to feminism than any other male cohort, including those over 60. This pattern is not exclusively South Korean. In Spain, some peculiar data on values speak to this inversion. For example, 23 percent of Generation Z considers that staying home to care for children makes a man “less of a man,” compared with 4 percent of boomers, according to Ipsos. Globally, the generational inversion is still more pronounced: 31 percent of Generation Z men across 29 countries believe a wife should always obey her husband, compared with 13 percent of boomer men, according to the same study.
Por fim, é interessante refletir aqui sobre a questão geracional. Na Coreia do Sul, ela é especialmente acentuada, já que os homens na faixa dos vinte anos expressam posições mais hostis ao feminismo do que qualquer outra corte masculino, incluindo os maiores de 60 anos. Esse padrão não é exclusivamente sul-coreano. Na Espanha, alguns dados peculiares sobre valores nos falam dessa inversão. Por exemplo, 23% da Geração Z considera que ficar em casa para cuidar dos filhos faz com que um homem seja “menos homem”, contra 4% dos boomers, segundo a Ipsos. Globalmente, a inversão geracional é ainda mais acentuada: 31% dos varões da Geração Z de 29 países consideram que uma esposa deve sempre obedecer ao marido, contra 13% dos homens boomers, segundo o mesmo estudo.
One explanation we might offer has to do with memory: older generations would be more closely linked to struggles for equality and would perceive these rights as gains that must be protected. But the studies cited offer a complementary reading of a material kind. If the most significant predictor of antifeminism is not objective precarity but the perception of status decline, and if among young people this has to do with falling in relation to their parents, it is worth asking whether the consolidated position of boomers, with homeownership rates, salary levels, and accumulated wealth far higher than those of the young, does not operate here as a buffer against gender resentment. Those who do not perceive their status as deteriorating have fewer reasons to look for culprits. Those who feel the ground moving beneath their feet are more vulnerable to the narrative that points to feminism as responsible for their fall.
Uma explicação que poderíamos dar tem a ver com a memória: as gerações mais velhas estariam mais vinculadas às lutas pela igualdade e perceberiam esses direitos como conquistas que precisam ser protegidas. Mas as pesquisas citadas trazem uma leitura complementar de tipo material. Se o preditor mais significativo do antifeminismo não é a precariedade objetiva, mas sim a percepção de declínio de status, e isso nos jovens tem a ver com uma descida em relação aos pais, cabe perguntar se a posição consolidada dos boomers – com taxas de propriedade, níveis salariais e patrimônio acumulado muito superiores aos dos jovens – não opera aqui como um amortecedor em relação ao ressentimento de gênero. Quem não percebe que seu status se deteriora tem menos razões para buscar culpados. Quem sente que o chão se move sob seus pés é mais vulnerável à narrativa que aponta o feminismo como responsável por sua queda.
In this context, and amid the use of young people’s frustrations as a tool for the rightward shift, disarming the trap of antifeminism will require us to take the gender question out of the culture war, where we can only lose, and return it to the terrain of the material conditions of existence. An effective feminist political framework for these times also requires affirming that the mandate of masculinity produces suffering in men and women, though in different ways. Setting ourselves to destroy that mandate would then be not a gesture of generosity toward men, but a condition for the emancipation of all of us, in every gendered form.
Nesse contexto, e em meio à utilização das frustrações dos jovens como ferramenta de direitização, para desarmar a armadilha do antifeminismo teremos que tirar a questão de gênero da guerra cultural – onde só podemos perder – e devolvê-la ao terreno das condições materiais de existência. Um marco político feminista eficaz para estes tempos exige também afirmar que o mandato de masculinidade produz sofrimento em homens e mulheres, embora de forma diferente. Colocarmo-nos a destruir esse mandato não seria, então, um gesto de generosidade para com os varões, mas sim uma condição para a emancipação de todos, todas e todes.
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